terça-feira, 27 de outubro de 2009

Nas garras da Máfia - Parte I

Não fazia parte dos meus planos visitar Florença. Mas sempre que eu falava com quem quer que seja dos meus planos de viajar pra Itália, diziam na hora que eu nao podia deixar de ir pra lá. As amigas italianas, ao mesmo tempo que disseram que pra Viterbo eu deveria reservar nada mais que duas horas, quando eu perguntei quanto tempo eu deveria passar entao em Florença, a resposta imediata foi:


- Um ano!


E eu que estava querendo mais fazer uma espécie de escala lá, entre Roma e Veneza...


- Mas é melhor ter passado um dia em Florenca do que passar pela Itália sem conhecê-la.


Bom, se vocês colocam as coisas nesses termos... Entao vamos pra Florenca!


O chato de ir pra lá é que a cidade é considerada uma das mais caras da Itália. E como um dos princípios de ser au-pair é nao ter muito dinheiro (pra nao dizer nenhum), tinha que fazer alguns malabarismos pra economizar. Em Florença nao foi diferente. Assim, quando encontrei um hotel pela metade do preco dos outros, nao hesitei em ir pra lá. Tudo bem se a entrada do prédio era em uma rua no melhor estilo centro de Belo Horizonte. Tudo bem se eles nao tinham nem uma placa decente indicando o nome do hotel e eu tive que passar por ele cerca de 3 vezes até entender que era ali. O que importava era o preco. E carregando 50 kg nas costas, eu nao estava com a menor vontade de perambular pela cidade à procura de outros hotéis. Vai esse mesmo.


Toquei a campainha e me atendeu um homem com cara de indiano e roupas de pedreiro, resmungando qualquer coisa em qualquer língua (e sendo indiano, as opcoes eram muitas), apontou uma portinha perto da escada e sumiu pelo prédio adentro. Analisei bem a portinha e achei que podia ser um armário de vassouras ou coisa do tipo. Mas uma plaquinha me indicou que era o elevador. Mas juro que depois de abrir a porta, comecei a pensar se nao seria mesmo um armário de vassouras. Mas era pequeno demais pra esse fim. E nao tinha vassouras. E pra usá-lo com o fim de elevador, eu teria que escolher se entrava eu ou minha mochila. Ou a mochila subia de elevador e eu subia de escada correndo pra evitar que alguém a encontrasse antes de mim, ou eu subia de elevador e deixava a mochila subir de escada sozinha. Mas alguma coisa me disse que nao ia dar certo e cansada demais para pensar em qualquer outra alternativa, optei pelo que me deixaria ainda mais cansada: subir de escada com a mochila.


A minha primeira surpresa foi que a recepcao nao era mais no 3° andar, como indicado na plaquinha do prédio, mas no 5°. Curiosamente, provavelmente porque plutao estava alinhado com saturno naquele dia, a recepcao seria feita em outro hotel, que ficava no mesmo prédio. A história estava mal contada. Mas nao é exatamente uma coisa muito fácil mudar os planos quando se carrega 100 kg nas costas (porque é claro que depois de 3 andares a mochila ficou muito mais pesada). Entao, sem alternativas, continuei a escalada.


Chegando no topo do prédio, pronta para no último fôlego fincar a bandeira na neve, avistei algo que me fez perder todo o fôlego, bandeira e qualquer outra coisa que eu tivesse e nao tivesse no momento.


Continua...

5 falando de mim:

Genim disse...

ai, carol...
não faz isso conosco!!!!

Raquel disse...

Eu heim!!
To aqui imaginando coisas mirabolantes!
Chegando lá em cima estava rolando uma super festa grega... ou tinha um italiano bebado nú....Ou tinha o portal para Narnia......

Huhaeuheuehuhaeuaeuhuae!

Escreve o resto loooooogoooo!!!!!!

Bjo!

Nat disse...

aí vc mata a gente né?!!!!

auntbia disse...

Oh, Carol ! Parar assim no meio da fita ... isto nao se faz, daqui a pouco vai ter de devolver o ingresso ...... Bem, ve se nao demora a postar. Beijos.

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